Fev 08 2010
É só alegria ! Que felicidade !
Não interessa o time, duvido que alguém não tenha gostado ! Só os tricolores que não.
Fev 08 2010
Não interessa o time, duvido que alguém não tenha gostado ! Só os tricolores que não.
Fev 02 2010
Antes de qualquer coisa vamos falar da volta do Robinho e da festa que esta nova diretoria promoveu. Charlie Brown Jr. Fazendo o som para animar a galera. O marco do evento foi a presença do “rei” Pelé, que mais uma vez mostrou sua humildade. Rei é rei ! Nós santistas estamos felizes e imaginando o time com o Neymar, Ganso e Robinho. Este Santos está prometendo ! Ainda bem !
O brasileirão de 2010 tem grande chance de ser um dos melhores dos últimos anos. Os times estão se reforçando, tem muito time bem montado. Vejam só: Santos, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Internacional, Grêmio e Cruzeiro saem na frente. Não falei do Palmeiras porque acho o time meia-boca e precisa urgentemente contratar.
Jan 27 2010
Nós estamos acostumando com a safadeza, o roubo e os péssimos políticos. O que mais dói é que depois da eleição, todo mundo fala que não votou. Eu não votei ! Ganhou como então se ninguém votou ? O mais estarrecedor foi aquela mulher que ainda vende fogos de artifícios depois de ter explodido um quarteirão inteiro, ferido 12 pessoas e matado outras duas. Na maior cara de pau. É a certeza de impunidade ou costas quentes ! Me dá nojo a justiça brasileira. Não é a toa que o Daniel Dantas consegue afastar promotores e juízes federais, está solto e ninguém fala nada. Credo ! O pior é a secretária municipal ou estadual, sei lá, falar que limpam os rios Pinheiros e Tietê todos os dias. Alguém já viu ou limpam, como disse um ouvinte, com submarino ?
Vocês podem achar que eu estou muito amargo e coisa e tal. Não é. Voltei de férias. Fazia tempo que não ia para os Estados Unidos, onde já morei. Lá tudo é muito sério, pena que não é o Brasil e eles estão cada vez mais tontos. Os americanos são simpáticos e não sabem nada além de seu umbigo. Uns babacas. Agora as estradas, os carros, os aeroportos e a infra deles é de causar inveja. Pena que não é o Brasil. Aqui e não lá.
Vamos falar do que é mais legal. Futebol. O Santos foi assaltado, na copinha. Até o goleiro do São Paulo, Richard, disse isso. Ele não esperava só o cartão amarelo. Ele achava que seria expulso. Sem contar que o mesmo b. mole do juiz não expulsou no primeiro tempo o lateral do São Paulo, que o técnico, sabiamente substituiu no intervalo.
O Paulo Cesar Oliveira assaltou o Palmeiras. Seu irmão, o Flávio, roubou o “peixe” vergonhosamente.
O São Paulo está contratando muito. Legal vai fazer um time forte e os outros terão que correr atrás. Estão falando
Jan 18 2010
Bom Ano novo para todo mundo. Fim de férias e quase nada de novo aconteceu no futebol. Fazia tempo que não saia do Brasil, sempre prefiro viajar por aqui mesmo, mesmo sendo mais caro que ir para o exterior. Fui a Santa Fé, no Novo México, onde trabalhei quando era bem mais novo. Reencontrei amigos trabalhando no mesmo hotel desde aquela época. Nova York, esta sim vale a pena conhecer, revisitar e voltar mais vezes. Lembrei muito do que falava o Tom Jobim: “o Brasil é uma merda, mas é legal. Os Estados Unidos é legal, mas é um merda” !Aí uma passadinha em Orlando, parecia a 25 de Março. Só tinha brasileiro comprando tudo. Credo ! Uns 3 dias em Miami, que não é Estados Unidos. Não é não ! É tudo, menos Estados Unidos.O choque é quando você volta e vê um aeroporto da principal cidade do Brasil este lixo que é Cumbica. Em todos os sentidos. O Brasil é ótimo, pena que tem tanto político safado e que só pensa nele mesmo. O americano é o povo mais tonto que eu conheço. Lá já estão querendo derrubar o Obama.
Voltando ao futebol, fui ver Santos e Rio Branco, no Pacaembu. Gostei do vi, mesmo sabendo que o time jogou contra ninguém. O Rio Branco é péssimo. O “peixe” promete ! É esperar prá ver.
Outro jogo meia-boca foi o do Palmeiras. Aliás, eu não vi ainda um time bom do interior. É cedo. Não acho, não. O campeonato paulista é a única coisa desses times.
Eu já vinha falando no ano passado que existe uma “maldição dos 100 anos” pairando pelos lados do Corinthians. O prenúncio foi a desclassificação da “copinha”, torneio que os corintianos adoram. Vamos esperar pelo carnaval.
O São Paulo começou como o ano passado. Apanhando. Até Rogério Ceni perdeu pênalti e…prá variar, Dagoberto foi expulso e justamente.
Beirou os 14 mil no Pacaembu. Jogo mal divulgado e a FPF pisando na bola, mudando jogo quase no dia.
Marcelinho Paraíba e Paulo Henrique Ganso fizeram dois golaços na abertura do paulistão.
Dez 14 2009
Gente estou saindo de férias. Não sei se vai dar para escrever alguma coisa durante elas. Quero mesmo é que todos sejam felizes no Natal com seus familiares e que o Ano Novo traga muita solidariedade, paz, amor, amizade e muito futebol. Que todos os times contratem bem e que possamos brincar um com o outro e o assunto sendo bola rolando. Que Deus ilumine todos !
Gostei da contratação do Dorival Jr. pelo Santos. Tomara que dê certo. Concordo também com o Pelé que disse que o Mancini não deveria ter saído do peixe. Vamos ver o trabalho do novo técnico que foi muito bem no Vasco.
O Corinthians está montando um baita time. Pensando seriamente na Libertadores. Segundo as más línguas tem dirigente do “timão” saindo para gandaia com os jogadores. Será verdade ? Se for quero ver como vão cobrar. É esperar prá ver.
Alguém viu o aplique no Richarlyson ? Está com as madeixas longas. O Telê deve estar se virando no túmulo. Por muito menos o Macedo dançou.
Parece que o Palmeiras está se refazendo. Politicamente. Um time que sonhava com o campeonato brasileiro e nem Libertadores pegou precisa repensar muita coisa também.
O Guarani voltou e mais uma vez a Portuguesa morreu pela boca. Vai ser difícil acreditar nesta diretoria outra vez ou não ?
O São Paulo vai refazer o time. Pelo menos está contratando para isso. Até bad-boy tem no elenco. A experiência anterior com esse tipo de jogador não deu em nada. É esperar prá ver.
Dez 07 2009
Parecia a eleição mais séria do mundo. Era. Os santistas que votam mostraram nas urnas quem é mesmo que manda no clube. Votaram, foi uma lavada, tirando o Marcelo Teixeira. Mostraram a ele que o Santos não é de uma pessoa só. Já na sexta, o Luxemburgo já tinha pulado fora do barco. Quem sabe isso sirva de lição para o Marcelo. Santistas unidos e o time pode mudar o rumo do clube. Pena que ele não enxergou e apanhou feio nas urnas.
O Luxemburgo disse, em relação ao Luis Álvaro, que era mais um Belluzzo no futebol. Daria uma boa enquete. Quem você prefere um Luxemburgo ou um Belluzzo ?
O Palmeiras vai passar por mudanças. Drásticas. Aguardem e verão. O time deixou de ganhar uma baita grana com a desclassificação da Libertadores. O brasileirão nem se conta.
Esse presidente da Lusa só quer as coisas no tapetão. Lembram do caso com o zagueiro Jean da Ponte ?
O São Paulo vai fazer um time bom para a disputa da Libertadores. Tomara, só assim os outros clubes se coçam e correm atrás.
Dez 01 2009
Só porque estão falando que o Corinthians entregou e que o Grêmio fará o mesmo, tem gente falando
Dez 01 2009
Veríssimo:
Você não gosta de mim mas The Economist gosta
O governo Lula pode parafrasear o Chico Buarque e cantar para a oposição Você não gosta de mim mas The Economist gosta. Há no reconhecimento da revista um desagravo retroativo ao PT recém-eleito, que assustava com a promessa implícita de mudar tudo na economia, correr com o neoliberalismo, desprivatizar o que tinha sido privatizado e confiscar a prataria.
Por Luis Fernando Veríssimo, no jornal O Estado de S. Paulo
Os 800 mil empresários que, segundo uma previsão da época, fugiriam desse caos hoje devem estar se congratulando por terem esperado um pouquinho. O monstro não era um monstro, afinal. O monstro tinha a cara do Palocci e era social democrata como todo o mundo.
O Brasil não só não afundou como, segundo a imprensa internacional, foi quem melhor soube boiar, na crise. Mas aprovação da Economist é, um pouco, como abraço do Ahmadinejad.
Pode ser conveniente e bom para a reputação ou constrangedor e estigmatizante, dependendo dos círculos em que se anda. Você tanto pode achar formidável um governo do PT ser elogiado como um exemplo de conservadorismo responsável quanto achar estranho um governo do PT, logo do PT, ser chamado por uma das principais publicações do capitalismo mundial de exemplo de conservadorismo responsável.
Em certos círculos do PT, a pergunta que está sendo feita deve ser: o que foi que nós fizemos de errado para merecer tamanha honra? É como receber um 10 por bom comportamento quando a reputação que se quer é a de bagunceiro. Imagino que tenha gente pensando em processar The Economist pela reportagem difamante.
Na capa da Economist com o título Brazil takes off (o Brasil decola), o Cristo Redentor aparece subindo como um foguete para alturas ainda incalculáveis, um símbolo da nova realidade no País. No filme 2012, o Cristo aparece desmoronando, no fim do mundo.
De acordo com o filme e com as profecias, o Brasil só terá dois anos para aproveitar sua boa fortuna. Ao menos um alento para a Oposição.
Post-scriptum. Nunca se soube muito bem quem era o pai que não gostava do Chico, mas a filha gostava. O próprio Chico negou que fosse o presidente Geisel, cuja filha era fã do cantor.
Segundo outra história, ao ser preso durante a ditadura, o Chico teve que distribuir autógrafos para as filhas dos agentes que o acompanhavam – ainda no e
Nov 27 2009
12/11 - 18:49 - BBC Brasil

A ascensão econômica do Brasil é o tema da capa, de um editorial e de um especial de 14 páginas da edição desta semana da revista britânica “The Economist”, divulgada nesta quinta-feira. Intitulado Brazil Takes Off (”O Brasil Decola”, em tradução literal), o editorial afirma que o país parece ter feito sua entrada no cenário mundial, marcada simbolicamente pela escolha do Rio como sede olímpica em 2016.
| BBC |
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Matéria de capa de edição da “Economist” é sobre ascensão econômica do Brasil |
A revista diz que, se em 2003 a inclusão do Brasil no grupo de emergentes Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) surpreendeu muitos, hoje ela se mostrou acertada, já que o país vem apresentando um desempenho econômico invejável.
A Economist afirma também que o Brasil chega a superar outros Bric. “Ao contrário da China, é uma democracia, ao contrário da Índia, não possui insurgentes, conflitos étnicos, religiosos ou vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais que petróleo e armas e trata investidores estrangeiros com respeito.”
Apagão
O editorial da Economist ressalva também que o país tem problemas que não devem ser subestimados, da corrupção à falta de investimentos na educação e infraestrutura “evidenciados pelo apagão desta semana”.
No especial de 14 páginas, oito reportagens analisam as razões do sucesso econômico brasileiro e seus potenciais riscos.
Separadamente, a revista traz um perfil da ministra Dilma Rousseff e afirma que seu desafio na campanha eleitoral do ano que vem é se mostrar próxima o suficiente de Lula para beneficiar-se de sua influência, mas distante o bastante para mostrar que tem personalidade própria.
A revista traz ainda uma reportagem sobre o caso da universitária Geyse Arruda, expulsa da Uniban e depois readmitida. Para a revista, o episódio mostra que no Brasil a tolerância convive desconfortavelmente com o recato exagerado.
Nov 27 2009
24/novembro/2009 20:14
O Conversa Afiada reproduz quadrinho que é o cadafalso em que, nessa eleição, FHC e Serra serão enforcados..
O autor é Emir Sader.
Quem enviou ao Conversa Afiada foi o escritor Fernando Morais:
oi, doutor:
olha que interessante essa tabela que recebi do emir. põe no ‘conversa afiada”…
abração
fernando
23/outubro/2009 18:49
Emir: FHC inventou a expressão que hoje define os tucanos
Saiu no Blog do Emir:
A invenção se deve às ironias com que FHC tentava desqualificar o debate. Conhecedor que era, se dedicou a essa prática, alimentada pelo despeito, o rancor e a inveja de ver seu sucessor se dar muito melhor do que ele. E os tucanos se tornaram os arautos da fracassomania, porque o governo Lula não poderia dar certo. Senão, seria a prova da incompetência, dos que se julgavam o mais competentes.
Lula fracassaria porque não contaria com a expertise (expressão bem tucana) de gente como Pedro Malan, Celso Lafer, Paulo Renato, José Serra, os irmãos Mendonça de Barros, entre tantos outros tucanos. O governo Lula não poderia dar certo, senão a pessoa mais qualificada para dirigir o Brasil – na ótica tucana -, FHC se mostraria muito menos capaz que um operário nordestino.
Por isso o governo Lula teria que fracassar economicamente, com a inflação descontrolada, a fuga de capitais estrangeiros, o “risco Brasil” despencando, a estagnação herdada de FHC prolongada e aprofundada, o descontentamento social se alastrando, as divergências internas ao PT dividindo profundamente ao partido, o governo se isolando social e politicamente no plano interno, além do plano internacional.
A imprensa se encarregou de propagar o fracasso do governo Lula. Ricardo Noblat, apresentando o livro de uma jornalista global, afirmava expressamente, de forma coerente com o livreco de ocasião, que “o governo Lula acabou” (sic). A crise de 2005 do governo era seu funeral, os urubus da mídia privada salivavam na expectativa de voltarem a eleger um dos seus para se reapropriarem do Estado brasileiro.
FHC gritava, no ultimo comício do candidato do seu partido, que havia relegado seu governo, com a camisa para fora da calça, suado, desesperado, “Lula, você morreu”, refletindo seus desejos, em contraposição com a realidade, que viu Lula se reeleger, sob o cadáver político e moral de FHC.
Um jornalista da empresa da Avenida Barão de Limeira relatava o desespero do seu patrão, golpeando a mesa, enquanto dava voltas em torno dela, dizendo: “Onde foi que nós erramos, onde foi que nós erramos?”, depois de acreditar que a gigantesca operação de mídia montada a partir de uma entrevista a um escroque que o jornal tinha feito, tinha derrubado ao governo Lula.
Ter que conviver com o sucesso popular, econômico, social e internacional do governo Lula é insuportável para os fracassomaníacos. Usam todo o tempo de rádio, televisão e internet, todo o espaço de jornal para atacar o governo, e só conseguem 5% de rejeição ao governo, com 80% de apoio. Um resultado penoso, qualquer gerente eficiente mandaria a todos os empregados das empresas midiáticas embora, por baixíssima produtividade.
Como disse, desesperadamente, FHC a Aécio, tentando culpá-lo por uma nova derrota no ano que vem: “Se perdermos, são 16 anos fora do governo…” Terminaria definitivamente uma geração de políticos direitistas, entre eles Tasso, FHC, Serra – os queridinhos do grande empresariado e da mídia mercantil.
Se Evo Morales dá certo, quando o FHC de lá – o branco, que fala castelhano com sotaque inglês -, Sanchez de Losada, fracassou, é derrota das elites brancas, da mesma forma que se Lula dá certo, é derrota das elites brancas paulistanas dos Jardins e da empresa elitista e mercantil da Avenida Barão de Limeira.
28/setembro/2009 16:20
Sobre isso aí Zé Pedágio não fala. Prefere dar palpite sobre o Zelaya
Saiu no Estadão Online:
Para Serra, abrigar Zelaya em embaixada é ‘trapalhada’
SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), chamou hoje de “trapalhada” a decisão do governo federal de abrigar na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya. Para o governador, a permanência de Zelaya na embaixada não é um asilo político.
“Acho que o Itamaraty se meteu em uma trapalhada que não vai ser fácil desfazer, mas espero que consiga”, disse Serra, após inaugurar uma Escola Técnica Estadual na zona sul da capital. “O que tem lá não é um asilo, é uma trapalhada.”
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Zé Pedágio criticaria o Brasil de qualquer forma.Se o Brasil deixasse o presidente constitucionalmente eleito Zelaya morrer na porta da embaixada brasileira, Zé Pedágio diria que foi uma “trapalhada”.Como o governo brasileiro respeitou as regras internacionais e acolheu Zelaya, Zé Pedágio diz que foi uma “trapalhada”. Com essa opinião, Zé Pedágio, que fugiu do Brasil para o Chile – clique aqui para ler o que diz o Emir Sader – considera que o presidente Allende deveria impedir que ele entrasse no Chile e entregá-lo às mãos generosas dos pinochetistas. O Zé Pedágio não sabe do que fala. Ele quer meter a colher no que supõe será o fracasso da diplomacia brasileira. Como o Zé Pedágio o PiG (*) preferiu a “diplomacia da dependência” do FHC. Isso não é assunto para governador de estado. Ele devia estar preocupado é com a volta para casa do trabalhador paulistano, nesse dia de chuva, em que não pode, sequer, usar o metrô à vontade – clique aqui para ler Serra vai proibir pobre de usar o metrô. Paulo Henrique Amorim |
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Leia também:
FHC, Zelaya, G-20: Lula pula outra barreira do racismo brasileiro
Em tempo: o processo de osmose faz com que Zé Pedágio use a mesma tecnologia gosmenta do Farol de Alexandria. Eles nunca vão para o confronto direto. Eles nunca dizem exatamente o que pensam. É “trapalhada”, “trololó”, “nhem-nhem-nhem”. São sempre expressões que dão a entender, mas que dão também a possibilidade de recuar. É outro traço do caráter corajoso dos dois: não enfrentar as situações, fugir delas.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
27/setembro/2009 12:31
Serra abandonou UNE e fugiu dos militares
O Conversa Afiada recebeu do professor Emir Sader o artigo abaixo, publicado originalmente no Blog do Emir, hospedado no portal da Agência Carta Maior:
DUAS TRAJETÓRIAS DISTINTAS
Em que mãos você gostaria que estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro diploma que cada um tem e que conta para construir um país justo, soberano e humanista?
Nas horas mais difíceis se revela a personalidade – as forças e as fraquezas – de cada um. Os franceses puderam fazer esse teste quando foram invadidos e tinham que se decidir entre compactuar com o governo capitulacionsista de Vichy ou participar da resistência. Os italianos podiam optar entre participar da resistência clandestina ou aderir ao regime fascista. Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no momento do nazismo.
No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos todos testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra a ditadura, entre aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar alheios a todas as brutalidades que sucediam ou somar-se à resistência. Poderíamos olhar para trás, para saber onde estava cada um naquele período.
Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à presidência são casos opostos de comportamento e daí podemos julgar seu caráter, exatamente no momento mais difícil, quando não era possível esconder seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar dificuldades, seus valores.
José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente do Grêmio Politécnico, da Escola de Engenharia da USP. Já com aquela ânsia de poder que seguiu caracterizando-o por toda a vida, brigou duramente até conseguir ser presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada, chegou a ser presidente da UNE.
Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil, em março de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse evento, foi mais radical do que todos os que discursaram, não apenas de Jango, mas de Miguel Arraes e mesmo de Leonel Brizola.
No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras organizações de massa, a UNE, por seu presidente, decretou greve geral. Esperava-se que iria comandar o processo de resistência estudantil, a partir do cargo pelo qual havia lutado tanto e para o qual havia sido eleito.
No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que abandonou o país. Deixou abandonada a UNE, abandonou a luta de resistência dos estudantes contra a ditadura, abandonou o cargo para o qual tinha sido eleito pelos estudantes. Essa a atitude de Serra diante da primeira adversidade.
Por isso sua biografia só menciona que foi presidente da UNE, mas nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou a UNE e os estudantes brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse episódio vergonhoso da sua vida.
Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se reorganizaram e protagonizaram, a parir de 1965, o primeiro grande ciclo de mobilizações populares de resistência à ditadura, enquanto Serra vivia no exílio, longe da luta dos estudantes. Ficou claro o caráter de Serra, que só voltou ao Brasil quando já havia condições de trabalho legal da oposição, sem maiores riscos.
Outra personalidade que aparece como pré-candidata à presidência também teve que reagir diante das circunstâncias do golpe militar e da ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira, fez outra escolha. Optou por ficar no Brasil e participar ativamente da resistência à ditadura, primeiro das mobilizações estudantis, depois das organizações clandestinas, que buscavam criar as condições para uma luta armada contra a ditadura militar.
No episódio da comissão do Senado em que ela foi questionada por ter assumido que tinha dito mentido durante a ditadura – por um senador da direita, aliado dos tucanos de Serra -, Dilma mostrou todo o seu caráter, o mesmo com que tinha atuado na clandestinidade e resistido duramente às torturas. Disse que mentiu diante das torturas que sofreu, disse que o senador não tem idéia como é duro sofrer as torturas e mentir para salvar aos companheiros. Que se orgulha de ter se comportado dessa maneira, que na ditadura não há verdade, só mentira. Que ela o senador da base tucano-demo estavam em lados opostos: ela do lado da resistência democrática, ele do lado da ditadura, do regime de terror, que seqüestrada, desaparecia, fuzilava, torturava.
Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi presa, torturada , condenada, ficando detida quatro anos. Saiu para retomar a luta nas novas condições que a resistência à ditadura colocava. Entrou para o PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT, onde participou como secretária do governo do Rio Grande do Sul. Posteriormente foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da Casa Civil.
Essa trajetória, em particular aquela nas condições mais difíceis, é o grande diploma de Dilma: a dignidade, a firmeza, a coerência, para realizar os ideais que assume como seus. Quem pode revelar sua trajetória com transparência e quem tem que esconder momentos fundamentais da sua vida, porque vividos nas circunstâncias mais difíceis?
24/setembro/2009 12:36
Senadora Katia, dize-me com quem andas …
O Conversa Afiada reproduz abaixo assinado a favor do MST contra a senadora Kátia Abreu, que instalou uma CPI baseada numa “reportagem” da Veja.
Senadora, cadê o áudio do grampo ?
Só pode estar com a Veja.
Ou com o Gilmar Dantas (*), que ligou para a governadora do Pará, Ana Julia, para reclamar de uma ocupação do MST em terras do passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.
Senadora, a senhora vai se meter com essa dupla, senadora ?
Paulo Henrique Amorim
www.mst.org.br
Sebastião Salgado, Chomsky e Wallerstein declaram apoio ao MST
23 de setembro de 2009
O Manifesto em Defesa da Democracia e do MST atingiu a marca das 2 mil assinaturas e foi endossado por três personalidades reconhecidas mundialmente: o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e os ativistas estadunidenses Noam Chomsky e Immanuel Wallerstein.
Sebastião Salgado, um dos mais respeitados fotógrafos de nosso tempo, prestou em 1997 sua maior homenagem ao MST, quando publicou Terra – livro de fotografias sobre a realidade dos acampados e assentados. “O MST é um movimento de ocupação desse espaço vazio, para dar vida e sentido a essa terra. Eu o vejo como um elemento necessário tanto para a ecologia como para o lado social, da redistribuição de renda”, afirmou, à época.
“O MST é o mais importante movimento de massa do mundo e tem registros de importantes conquistas. Pode ajudar o Brasil a alcançar o brilhante futuro que o povo do ‘colosso do Sul’ merece”, declarou o linguista Chomsky. O acadêmico, que leciona no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), é autor de trabalhos que revolucionaram os estudos atuais no campo da lingüística.
O sociólogo Immanuel Wallerstein, pesquisador sênior na Universidade Yale, dos Estados Unidos, e autor da obra “O sistema mundial moderno” (1990), também aderiu ao manifesto. “O MST poderia ser um bom exemplo para a esquerda estadunidense, se tivéssemos qualquer coisa comparável em termos de movimento social”, acredita.
O Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), a Cáritas Brasileira e a deputada nicaragüense Mônica Baltodano, entre outras entidades, artistas, intelectuais, parlamentares e entidades, nacionais e internacionais, também assinaram o Manifesto, que pode ser subscrito em www.petitiononline.com/manifmst/petition.html .
Manifesto em Defesa da Democracia e do MST
“…Legitimam-se não pela propriedade, mas pelo trabalho,
nesse mundo em que o trabalho está em extinção.
Legitimam-se porque fazem História,
num mundo que já proclamou o fim da História.
Esses homens e mulheres são um contra-senso
porque restituem à vida um sentido que se perdeu…”
(“Notícias dos sobreviventes”, Eldorado dos Carajás, 1996).
A reconstrução da democracia no Brasil tem exigido, há trinta anos, enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por duas décadas de repressão da ditadura militar, até a invenção de novas formas de movimentos e de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isto tem implicado, também, apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de cinco séculos, os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos e como participantes legítimos não apenas da produção da riqueza do País (como ocorreu desde sempre), mas igualmente como beneficiários da partilha da riqueza produzida.
O ódio das oligarquias rurais e urbanas não perde de vista um único dia, um desses novos instrumentos de organização e luta criados pelos trabalhadores brasileiros a partir de 1984: o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST. E esse Movimento paga diariamente com suor e sangue – como ocorreu há pouco no Rio Grande do Sul, por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade social no Brasil: o monopólio da terra. O gesto de levantar sua bandeira numa ocupação traduz-se numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Um País, onde 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel, não podemos considerar uma República. Menos ainda, uma democracia.
A Constituição de 1988 determina que os latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias primas para a produção de drogas, devem ser destinados à Reforma Agrária. Mas, desde a assinatura da nova Carta, os sucessivos Governos têm negligenciado o seu cumprimento. À ousadia dos trabalhadores rurais de garantir esses direitos conquistados na Constituição, pressionando as autoridades através de ocupações pacíficas, soma-se outra ousadia, igualmente intolerável para os senhores do grande capital do campo e das cidades: a disputa legítima e legal do Orçamento Público.
Em quarenta anos, desde a criação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), cerca de um milhão de famílias rurais foram assentadas – mais da metade de 2003 pra cá. Para viabilizar a atividade econômica dessas famílias, para integrá-las ao processo produtivo de alimentos e divisas no novo ciclo de desenvolvimento, é necessário travar a disputa diária pelos investimentos públicos. Daí resulta o ódio dos ruralistas e outros setores do grande capital, habituados desde sempre ao acesso exclusivo aos créditos, subsídios e ao perdão periódico de suas dívidas.
O compromisso do Governo de rever os critérios de produtividade para a agricultura brasileira, responde a uma bandeira de quatro décadas de lutas dos movimentos dos trabalhadores do campo. Ao exigir a atualização desses índices, os trabalhadores do campo estão apenas exigindo o cumprimento da Constituição Federal, e que os avanços científicos e tecnológicos ocorridos nas últimas quatro décadas, sejam incorporados aos métodos de medir a produtividade agrícola do nosso País.
É contra essa bandeira que a bancada ruralista do Congresso Nacional reage, e ataca o MST. Como represália, buscam, mais uma vez, articular a formação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra o MST. Seria a terceira em cinco anos. Se a agricultura brasileira é tão moderna e produtiva – como alardeia o agronegócio, por que temem tanto a atualização desses índices?
E, por que não é criada uma única CPI para analisar os recursos públicos destinados às organizações da classe patronal rural? Uma CPI que desse conta, por exemplo, de responder a algumas perguntas, tão simples como: O que ocorreu ao longo desses quarenta anos no campo brasileiro em termos de ganho de produtividade? Quanto a sociedade brasileira investiu para que uma verdadeira revolução – do ponto de vista de incorporação de novas tecnologias – tornasse a agricultura brasileira capaz de alimentar nosso povo e se afirmar como uma das maiores exportadoras de alimentos? Quantos perdões da dívida agrícola foram oferecidos pelos cofres públicos aos grandes proprietários de terra, nesse período?
O ataque ao MST extrapola a luta pela Reforma Agrária. É um ataque contra os avanços democráticos conquistados na Constituição de 1988 – como o que estabelece a função social da propriedade agrícola – e contra os direitos imprescindíveis para a reconstrução democrática do nosso País. É, portanto, contra essa reconstrução democrática que se levantam as lideranças do agronegócio e seus aliados no campo e nas cidades. E isso é grave. E isso é uma ameaça não apenas contra os movimentos dos trabalhadores rurais e urbanos, como para toda a sociedade. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que custou os esforços e mesmo a vida de muitos brasileiros, que está sendo posta em xeque. É a própria reconstrução democrática do Brasil, que está sendo violentada.
É por essa razão que se arma, hoje, uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o Movimento dos Sem Terra – seja no Congresso Nacional, seja nos monopólios de comunicação, seja nos lobbies de pressão em todas as esferas de Poder. Trata-se, assim, ainda uma vez, de criminalizar um movimento que se mantém como uma bandeira acesa, inquietando a consciência democrática do país: a nossa democracia só será digna desse nome, quando incorporar todos os brasileiros e lhes conferir, como cidadãos e cidadãs, o direito a participar da partilha da riqueza que produzem ao longo de suas vidas, com suas mãos, o seu talento, o seu amor pela pátria de todos nós.
Contra a criminalização do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA!
Pelo cumprimento das normas constitucionais que definem as terras destinadas à Reforma Agrária!
Pela adoção imediata dos novos critérios de produtividade para fins de Reforma Agrária!
São Paulo, 21 de setembro de 2009
Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA, ex-Deputado Federal Constituinte pelo PT-SP (1985-1991) e ex-consultor da FAO
Osvaldo Russo, estatístico, ex-presidente do INCRA (1993-1994), diretor da ABRA e coordenador do núcleo agrário nacional do PT
Hamilton Pereira, o Pedro Tierra, 61, é poeta e membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo
Antônio Cândido, crítico literário, USP
Leandro Konder, filósofo, PUC-RJ
István Mészáros, Hungria, filósofo
Eduardo Galeano, Uruguai, escritor
Alípio Freire, escritor
Fábio Konder Comparato, jurista, USP e Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra Fernando Morais, jornalista e escritor
Dr. Jacques Alfonsin, jurista, Porto Alegre
Altamiro Borges, PCdoB
Nilo Batista, jurista
Alberto Broch, Presidente da CONTAG
Artur Henrique, Presidente da CUT
Augusto Chagas, Presidente da UNE
Bartira Lima da Costa, Presidente da CONAM
Ivan Pinheiro, secretario geral do PCB
Ivan Valente, Deputador Federal PSOL/SP
José Antonio Moroni, diretor da ABONG e do INESC
José Maria de Almeida, CONLUTAS, presidente do PSTU
Nalu Faria, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista – SOF e integrante da executiva nacional da Marcha Mundial das Mulheres.
Paulo Pereira da Silva, Deputado Federal PDT-SP e presidente da Força Sindical
Renato Rabelo, presidente do PcdoB
Renato Simões, Secretário de Movimentos Populares do PT
Roberto Amaral, ex-Ministro da Ciência e Tecnologia, Secretário Geral do PSB
Sérgio Miranda, PDT-MG
Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT
Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Dom Ladislau Biernaski, Presidente da CPT
Dom Pedro Casaldáliga, Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia – MT Dom Tomás Balduino, conselheiro permanente da CPT
Frei Betto, escritor Leonardo Boff, escritor
Reverendo Carlos Alberto Tomé da Silva, TSSF, Anglicano, Capelão Militar
Miguel Urbano, Portugal, jornalista
Anita Leocádia Prestes, historiadora, UFRJ
Beth Carvalho, sambista
Adriana Pacheco, Venezuela, ViveTV
Adelaide Gonçalves, historiadora, UFCE
Ana Esther Ceceña, UNAN
Antonio Moraes, Federação Única dos Petroleiros – FUP
Associação Brasileira de ONG’s – ABONG
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)
Chico Diaz, ator
Cândido Grzybowski – IBASE
Comitè italiano de apoio ao Movimento Sem Terra (Amigos MST-Italia)
Antônio Carlos Spis, CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais)
Dora Martins, juíza de direito, e presidenta da Associação de Juízes pela Democracia
Emir Sader, sociólogo, LPP/UERJ
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB)
Hamilton de Souza, jornalista, PUC-SP
Heloísa Fernandes, socióloga, USP e ENFF
Jose Arbex, jornalista, PUC-SP
Maria Rita Kehl, psicanalista, São Paulo
Osmar Prado, ator
Paulo Arantes, filósofo, USP e ENFF
Vandana Shiva, Índia, cientista
Virginia Fontes, historiadora, UFF/Fiocruz
Vito Gianotti, jornalista e historiador, Núcleo Piratininga de Comunicação – Rio de janeiro
Abdias Nascimento
Acácio Zuniga Leite, ASSERA
Adalberto Pereira de Souza – diretório PT Piauí
Aderlan Crespo, membro do Instituto de Estudos Criminais do Estado do Rio de Janeiro-IECERJ
Adriana Facina
Airton Guedes, Frade Capuchinho
Airton Pissetti, sociólogo – Paraná
Alberto Frake, UFSC
Aldo Anrao Franco, Peru, CONACAMI
Alessandra Anzuini, Associazione Salvador Allende – Roma
Alexander Maximilian Hilsenleck Filho
Alexandre Cosme Jerônimo
Aline Caldeira Lopes, mestranda CPDA/UFRRJ
Aline Sasahara, cineasta, São Paulo.
Altacir Bunde – Movimento Camponês Popular (MCP)
Álvaro Neiva, jornalista – Rio de Janeiro
Ana Cláudia Diogo Tavares, advogada, doutoranda CPDA/UFRRJ
Ana Maria Testa Tambellini
Ana Rita de Lima Ferreira, historiadora e educadora popular
André Malhão, Fundação Oswaldo Cruz
Anselmo Ruoso, Federação Única dos Petroleiros – FUP
Antonio Bosi, historiador, Unioeste – PR
Antonio C. Q. Goulart, Sindicarto dos Engenheiros do Paraná
Antonio de Sá, presidente da FETAET
Antonio Elias, Uruguai, Sociedad Latinoamericana de Economia Política.
Aparecido Francisco Bertochi, cientista social – PR
Articulação Nacional de Agreocologia -Regional Amozonia (ANA-Amazonia)
Ary Miranda
Asociaçao Grupo Mission de Parma
ASPTA – Agricultura Familiar e Agreocologica
Associação Agroecologiaca TIJUPÀ
Ayrton Centeno, jornalista, Porto Alegre
Bárbara Eliodora Costa Freitas
Batira Silveira Grande, UFSC
Beatriz Bissio, jornalista, Rio de Janeiro
Benedetta Malavolti, insegnante – Roma
Bernardo Ricupero, cientista político, USP
Camila Moreno
Camilo Pérez Bustilo, Centro sobre Migraciony de Rechaos Humanos
Carina de Lima Ferreira
Carla Ferreira, historiadora e jornalista
Carlos Antônio Morales
Carlos Cortez Romero, UFJF
Carlos Eduardo Martins
Carlos Frederico Marés, Procurador Geral do Estado no Paraná
Carlos Giannazi, Deputado Estadual PSOL/SP
Carlos Henrique Tibiriçá Miranda, conselheiro do CORECON-RJ e COFECON
Carlos Liechtsztejn, Sedes
Carlos Lopes, diretor de redação do periódico Hora do Povo
Carlos Octávio Ocké-Reis, IPEA
Carlos Walter Porto Gonçalves
Carmen Diniz , servidora pública federal – RJ
Carmen Eugênio
Carolina Abreu, Coordenação do Comitê Popular de Erradicação do Trabalho Escravo/NF
Carolina de Cássia Ribeiro Abreu
Cecibel Quimi Ramirez, Equador, CONFEUNASSC
Celaia Watanabe, asessora da Contag
Celi Taffarel, UFBA
Célia Vendramini, UFSC
Celso Maldos
Centro de Assessoria Popular Mariana Criola
Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata -MG
Chico Batera, músico, Rio de Janeiro
Ciro Bezerra, UFAL
Clara de Assis Vale Evangelista, analista em reforma de desenvolvimento
Clarilton Ribas, pesquisador, UFSC
Clarisse Castilhos, ativista feminista, economista, Porto Alegre
Claudia Cristhina Alves Lobo
Claudia Fanti, Itália, jornalista
Claudia Maria da Arruda
Claudia Mazzei Nogueira, UFSC
Claudia Santiago, jornalista
Claudia Trindade, historiadora
Cléia Anice da Mota Porto, assessora da CONTAG
Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG
Cristiane Silvestrini
Cristina Konder, jornalista, Rio de Janeiro
Cristina Miranda, presidente da ADUFRJ
Daniel Oliveira, Intersindical
Daniel Tyzel, Fórum Brasileiro da Economia Solidária
Daric Frigo, advogado, Terra de Direitos – PR
David Cortez, Bolívia, Movimiento Continental de Jóvenes y Pueblos Originarios,
UNORCAC-FENOCIN
Débora Franco Lerrer, jornalista e doutora em ciências sociais
Delze dos Santos Laureano
Denise Mazeto
Deonice Maria Malavazzi de Abreu, professora
Dermeval Saviani, educador, UNICAMP
Diego Panico, Itália
Dilma de Melo Silva, socióloga, USP
Diogo Valença, sociólogo, UFBA
Diretoria Colegiada da ASSERA – Associação dos Servidores da Reforma Agrária – DF
Diretório Central dos Estudantes da UFPR
Dirlene Marques, UFMG
Dom Diamantino de Carvalho, Bispo de Campanha – MG
Dom Enemésio Lazzares, vice-presidente da CPT.
Dom Xavier Gilles, Bispo de Viana (MA) e ex-presidente da CPT
Douglas Belchior, UNEAFRO
Douglas Mansur, repórter fotográfico e diretor do Sindicato dos Jornalista do Estado de São Paulo
Dr. Aníbal Valença, médico auditor, membro do Conselho Deliberativo da UNIDAS / PE
Dr. Leandro Scalabrin, Comissão de Direitos Humanos/OAB Passo fundo-RS
Dr. Miguel Carter, Estados Unidos, International Service American University
Durval Libânio Netto Mello, engenheiro agronômo e ambientalista, Secretário Executivo do Instituto Cabruca, UESC/BA
Eblin Faraje, UFF
Eden Santos
Edmilson Costa, PCB
Edmilson Ferreira, músico, repentista – Recife, PE
Eduardo Fernandes Araújo, professor de direito, UFPB
Eduardo Tamayo, Equador, ALAI
Eduardo Telles
Elder de Paula, sociólogo, UFAC
Elena De Angelis, Itália, Ass. Pangea – Roma
Eletta Cucuzza, itália, jornalista Adista – Roma
Elie Ghanem, pesquisador em educação, USP
Eliomar Coelho, vereador do Rio de Janeiro PSOL
Elisa Larkin Nascimento, antropóloga, Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
Emannuel Cancella, Federação Nacional dos Petroleiros e Sindipetro-RJ
Enoque Feitosa, professor de direito UFPB
Ermiria Maricato, arquiteta e urbanista, USP
Eurelino Coelho Neto, historiador, UEFS-BA
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOS
Fabiana de Cassia Rodrigues
Fabio Antonio Campos
Fábio Garrido, MTD RJ
Fábio Marvulle Bueno
Fátima Fróes, Coordenadora do Setorial Estadual de Cultura – PT/BA
Fernanda Maria da Costa Vieira, advogada, doutoranda CPDA/UFRRJ
Fernanda Seibel, Centro de Estudos, Pesquisa e Direitos Humanos – CEPDH (Caxias do Sul)
Fernando Ferreira Carneiro, UnB
Fernando Henrique Kawabe
Fernando José Manrtins, UNIOESTE – PR
Fernando Peregrino, presidente do Instituto Republicano – PR
Fernando Vieira, historiador
FETAET – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Tocantins
Firmiano Peratoner, Itália
Flávio Prieto, servidora pública federal -RJ
Forum Estadual de Econimia Solidária
Francesco Biagi, Itália, Centro Gandhi – Pisa
Francine Damasceno Pinheiro, advogada, doutoranda CPDA/UFRRJ
Francisco Alambert, historiador, USP
Francisco Carneiro De Filippo, economista, militante do PSOL e da Assembléia Popular no DF
Francisco Lewy, Sindicato dos Professores, Nova Friburgo/RJ
Franklin Leopoldo e Silva, filósofo, USP
Frederico Santana Rick, Pastorais Sociais, Belo Horizonte
Frei Anastácio Ribeiro, OFM, João Pessoa
Gabriela Dávila, Equador, CORPANP
Gaudêncio Frigotto, educador, UERJ
Gelsa Kmjnik
Geraldo Augusto Pinto
Geraldo Fabian Melo Frenco
Geraldo Prado, Desembargador do TJ do Rio de Janeiro e Professor de Direito da UFRJ
Gerson Teixeira, agrônomo, Brasília.
Geter Borges de Souza
Gilberto Caputo Santos, conselheiro do CORECON-RJ
Gilda Arantes, professora da rede publica do RJ
Gilney Viana, PT/MT
Giorgio Massi, itália, Rete Radiè Resch – Roma
Giovanni Caputo, Itália, jornalista
Gismário Ferreira Nobre, engenheiro agrônomo
Givanildo Manoel da Silva, educador popular e coordenador do Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente de SP
Gizlene Neder, UFF
Guilherme A. V. Dias, advogado
Guilherme Delgado, economista, Brasília.
Gustavo Oliveira
Hamilton Carvalho de Abreu, professor
Henrique Tahan Novaes
Horacio Martins, pesquisador agrário, Curitiba
Hugo Batalha, advogado
Humberto Delgado, Colômbia, SINCACFROMAYU
Igor Fuser, jornalista, Faculdade Cáspero Líbero (SP)
Igor Matos Lago
Ir. Michael Nolan
Ir. Sueli Belatto, Cônegas de Santo Agostinho
Iria Zanoni Gomes, socióloga, UFPR
Isabel Brasil, diretora da Escola Politécnica Joaquim Venâncio/Fiocruz.
Isabel Cristina Chaves Lopes, serviço social, UFF
Isabel Maria Loureiro
Isabella Jinkings, socióloga, professora e pesquisadora
Isidoro Revers
Ismael Cardoso, Presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES
Ismael Paredes Paredes, Colômbia, SICO-ONIC
Ivan Martins
Ivana Jinkings, editora, São Paulo
Ivi Tavares Abrahão Castillero. médica
Ivo Poleto
Ivônio Barros, educador popular, assessor pedagógico da Universidade Livre Feminista
Izabel Loureiro
Jade Percassi, socióloga
Jadir Anunciação de Brito, professor de Direito Constitucional UNIRIO e advogado
Jamil Murad, PCdoB
Jean Pierre Leroy
Jeferson Paz
João Alexandre Peschanski
João Carlos Juruna, Força Sindical
João Luiz da Silva Dias
João Machado Borges Neto, PUC-SP
João Márcio Pereira, historiador, pesquisador no Rio de Janeiro
João Tancredo, Presidente do Instituto de Defensores de Direitos Humanos
Joaquim Rodrigues dos Santod Filho, núcleo agrário do PT/DF
Joaquim Soriano, PT
Jônatas Campos, jornalista – Recife
Jorge Ancan N., Chile, Identidad Territorial Lafkenche
José Carlos de Assis
José Domingues de Godoi Filho, geólogo, UFMT
José Erandir da Rocha, servidor da CONTAG
Jose Fritsch, ex- ministro da Pesca, PT-SC
José Glauco Ribeiro Tostes, UENF
José Juliano de Carvalho Filho, economista, USP
José Marcelo Machado Tavares, historiador
José Monção da Silva, sociólogo
José Paulo Vicente Cruz, vice-presidente de ambiente, atencção e promoção da Saúde – Fundação Oswaldo Cruz
José Vaz Parente, Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA
Juan Carlos Monedero, Espanha, escritor
Juçara Martins Ramos
Juliana Amoretti, Assembléia Popular DF
Juliana Caetano, estudante UFRJ, PSOL/RJ
Juliana Picoli Agatte
Justiça Global
Kassiano Avancini Hilleshein
Keiji Kanashiro, ex-Secretário Executivo do Ministério dos Transportes, especialista em transporte e logística
Kildaire da Silva Pereira, Portugal, gestor de segurança
Lafaiete Neves, UFPR
Lalo Watanabe Minto
Laudiceia Schuaba Andrade, Secretaria Estadual de Mulheres no PT/ES
Laura Tavares, economista, Pró-Reitora de Extensão da UFRJ
Lauro Mattei, economista, UFSC
Leandro Uchoas, jornalista, RJ
Leda Maria Paulani, economista, USP
Lenin Erraez Andrade, Equador, UNASAY-FENOCIN
Leon Diniz Lima Junior
Leonilde Medeiros, sociólogo, CPDA/ UFRRJ
Levi Araújo, advogado, Pastor Batista, SP
Lidiane Penha, advogada do Instituto de Defensores de Direitos Humanos
Lilian Avivia Lubochinski, arquiteta
Lilian Moser, UFRO
Lincoln Secco, historiador, USP
Lindberg Farias, Prefeito de Nova Iguaçu – RJ
Lindomar Silva, Caritas Regional Norte II
Lívia Moreira de Alcântara
Luana Bonone, UJS
Luana de Ávila e Silva Oliveira, Assembléia Popular DF
Luci Choinack, Presidente do PT/SC, ex Deputada federal
Lucia Agrati, Itália, Rete Radiè Resch
Luciana Silva Garcia, advogada da Justiça Global
Luciene Lacerda, Instituto de Estudos em Saúde Coletiva – IESC/UFRJ
Luis Alberto Delgado, filósofo, UCB
Luis Bernardo Pericás
Luís Fernando Camargo de Barros Vidal, Associação Juízes para a Democracia
Luis Manosalvas, Equador, CNC-EA
Luis Mergulhão Ruas, professor, Rio de Janeiro
Luisa Santiago Vieira Souto, estudante de Ciências Sociais
Luiz Bassegio, Grito dos Excluídos Brasil
Luiz Bernardo Pericás, historiador
Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, pesquisador, UFSC
Luiz Carlos Pinheiro Machado, ex-presidente da Embrapa, pesquisador, UFSC
Luiz Fernando Zen Nora, Prefeitura de Teresópolis – RJ
Luiz Gustavo Assad Rupp, advogado, coordenador do Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Braz (Joinville-SC)
Luiz Mario Behnken, Conselheiro do CORECON-RJ e do Fórum Popular do Orçamento
Luiz Renato Martins, USP
Luiz Roberto Lima
Maísa Mendonça, Rede Social de Direitos Humanos
Mandato do Deputado Estadual Marcelo Freixo, PSOL/RJ
Mandato do Deputado Federal Chico Alencar, Deputado Federal PSOL/RJ
Marcela de Ataíde Batista, Consulta Popular – Recife
Marcelo Adriano Rodriguês, webdesigner – RJ
Marcelo Badaró, historiador, UFF
Marcelo Braz, professor da Escola de Seviço Social da UFRJ
Marcelo Carcanholo, economista, UFF
Marcelo Ernandez, cineasta – RJ
Marcelo Firpo Porto
Marcelo Gavião, Presidente da UJS
Marcelo Ridenti, sociólogo, UNICAMP
Marcelo Rosa, UnB
Márcia Camargos, jornalista e escritora, São Paulo
Marciano Toledo da Silva, MPA
Márcio Boechat Ferreira, Florianópolis
Marco Antonio Perruso, professor UFRRJ
Marco Calabria, giornalista – Roma
Marcos Barbosa de Oliveira, pesquisador, USP
Marcos Pedlowski, Universidade Estadual de Campos – RJ
Marcos Rogério de Sousa, advogado e assesor jurídico da Liderança do PT no Senado
Margarida Barreto, Médica, São Paulo
Maria Aparecida Motta
Maria Auxiliadora Campos, UPE
Maria Betania Nunes Pereira, Florianopolis
Maria Cabralllo, Espanha
Maria de Fárima Valentim Pessanha, CRESS
Maria Gaia, Sindicado Dos Bancários – PA
Maria Grazia Visintainer, Itália
Maria Helena Guimarães Pereira, jornalista
Maria Margarida Nepomuceno, jornalista
Maria Náustria de Albuquerque
Maria Orlanda Pinasse
Maria Paola, Itália, Rete Radiè Resch – Roma
Marian Pessah
Mariana Bedron Lesche
Mariana Cecchetti, arquiteta – RJ
Mariana Diniz, Portugal
Mariana Fernandes da Cunha Loureiro Amorim, artista plástica, Recife
Mariana Trotta Dalallana Quintans, advogada, doutoranda CPDA/UFRRJ
Marijane Vieira Lisboa
Marildo Menegat, filósofo, UFRJ
Marina MacRae
Marina MacRae, linguista, USP
Marinella Correggia, Itália, jornalista
Mario Jakobsind, jornalista, Rio de janeiro
Mario Maestri, historiador, UPF
Maristela R. Santos, estudante de ciências sociais IFSC
Marta Gomes, Itália, Università La Sapienza – Roma
Marta Harnecker, Chile, escritora
Mary Ann Lynch, Equador/Perú, ALAI
Matheus Felipe de Castro, professor de Direito – UFSC
Mathias Seibel Luce
Maurício Campos dos Santos, engenheiro
Maurício Vieira Martins, UFF
Mauro Gentilini, Itália, Rete Radiè Resch – Roma
Memelia Moreira, Estados Unidos, jornalista
Michael Lebowitz, Canadá, escritor
Michel Marie Le Ven
Miguel Carvalho, Presidente do PSOL/SP
Morgana Eneile, Secretária Nacional de Cultura do PT
Movimento da Magistratura Fluminense pela Democracia
Movimento de Magistrados Fluminenses pela Democracia – MMFD
Movimento de Trabalhadores Cristãos – MTC (Regional Minas Gerais)
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA Brasil
Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB)
Newton Ferreira da Silva
Nicte-Ha Dzib Soto, Universidade do México
Nise Jinkinas, UFSC
Núcleo Socialista de Campo Grande, RJ
ONG Médicos Internacionais da Alemanha
Osvaldo León, Equador, ALAI
Otília Fiori Arantes, filósofa, USP
Padre Dirceu Fumagalli, Coordenador Nacional da CPT
Padre Pedro Baldissera, Deputado Estadual PT/SC
Partito della Rifondazione Comunista – SINISTRA EUROPEA (Itália)
Patricia Yallico Y, Equador, Escuela Formación Política Dolores Cacuango – Ecuarunari
Paula Castello Starkoff, Equador/Argentina, ALAI
Paulo Afonso A Quermes – diretor dos cursos de Filosofia e Ciência Política da Universidade Católica de Brasília- UCB
Paulo Afonso Quermes, Diretor dos cursos de Filosofia e Ciencia Política da UCB
Paulo Alves de Lima Filho
Paulo Andrade Magalhães
Paulo Andrade Magalhães Filho
Paulo Henrique Fernandes Silveira, filósofo, Universidade São Judas
Paulo Metri
Paulo Passarinho, Presidente do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro
Paulo Pinheiro Machado, historiador, UFSC
Paulo Ribeiro, Presidente da Fundação Darcy Ribeiro – RJ
Paulo Silveira, sociólogo, USP Paulo Zarth
Pe. Paulo Ricardo Cerioli, OSFS, RS
Pedro Bezerra, Rádio Tupi FM, Planaltina/DF
Pedro César Batista, escritor e jornalista
Pedro Fiori Arantes, arquiteto e urbanista, Usina
Pedro Ivo de Souza Batista, ambientalista, Rede Eco-socialista – Brasília
Pedro Marinho, historiador
Pedro Martins Magalhães
Pedro Munhoz, músico, Rio Grande do Sul
Penelope Diniz, servidora pública federal – RJ
Plinio de A. Sampaio Jr., economista, UNICAMP
Plurial Filmes, produtora de cinema e TV
Pr. Wellington Santos
Pulo Henrique Martinez, historiador, UNESP
Rafael Augusto de Oliveira Lima, advogado – Rio de Janeiro
Raimundo César Barreto Jr., pastor da Igreja Batista Esperança, Salvador – BA, vice-presidente da Aliança de Batistas do Brasil.
Raimundo Palhano, MSP
Ramon Chaves de Araujo, Servidor do INCRA
Raquel Vuelta, ASSERA
Raul Zibechi, Uruguai, jornalista
Rede Contra a Violencia
Rede de Agroecologia do Maranhão
Regina Ângela Landim Bruno, CPDA/UFRRJ
Regina Celly de Carvalho Martins
Reinaldo Volpato, cineasta, São Paulo
Renam Brandão, diretor do Sindicato dos Bancários – RJ
Renato Cinco, sociólogo – Rio de Janeiro
Ricardo Antunes, sociólogo, UNICAMP
Ricardo Musse, sociólogo, USP
Ricardo Teixeira, historiador, UFF
Richard Gott, Inglatera, historiador
Rita de Cássia Paula Mendes, feminista, militante do PSOL/SP
Roberto Efrem Filho, professor de Direito, UFPB
Roberto Leher, pesquisador, UERJ
Roberto Ponciano, servidor público federal, Presidente do SISEJUFE-RJ e Diretor de formação da CUT RJ
Roberto Saturnino Braga, Rio de Janeiro
Rodrigo Nobile
Rogério Araujo Christensen
Rogério Correia, PT/MG
Rogerio Fernandes Macedo
Rogério Ferrari
Rogério Rocha, Conselheiro do CORECON-RJ
Roldolfo Gêiser, agrônomo e ambientalista, São Paulo
Romeiro Venâncio, filósofo, UFS
Ronald Rocha, sociólogo, Minas Gerais
Ronaldo Gaspar, Unicastelo
Rosa Couto, Florianópolis
Rosa Maria Marques, economista, PUC/SP
Rosely Carlos Augusto
Rosiana Queiroz, miltante do MNDH
Rozina Conceição, coordenadora da UBM/SP
Ruben Alfredo de Siqueira, CPT Bahia
Rubens Casara, Juiz de direito no RJ e professor universitário
Rubens Nodari, geneticista, UFSC
Ruy Braga, sociólogo, USP
Sally Burch, Equador, ALAI, Ecuador
Saloá Citolin, educadora popular – RS, CUT
Sandra Procópio
Sandra Quintela, economista
Sandro Sacchet de Carvalho, economista – Rio de Janeiro
Sávio Bonés, jornalista, Minas Gerais
Serena Romagnoli, Itália
Sérgio Haddad, Ação Educativa
Sergio Ricardo Coutinho, UCB
Sérgio Sauer, sociólogo, UNB, relator de Direitos Humanos para o tema da terra, alimentaçao e territorio da DHESCA Brasil.
Severo Salles, UnB e UNAM
Silvia Martínez del Río, Uruguai, jornalista
Silvio Porto, agrônomo, Brasília
Sinclair Mallet Guy-Guerra
Sonia Lúcio Rodrigues de Lima, UFF
Sylvia Gemignani Garcia, socióloga, USP
Tania Maria de Castro Carvalho Netto
Tatiana Dahmer, diretora da ABONG
Teresa Peixoto Faria, UENF-RJ, Diretora do Centro de Ciências do Homem/UENF
Terezinha Cavalcante Feitosa, doutoranda CPDA/UFRRJ
Terezinha Martins dos Santos Souza, psicóloga, IESC/RJ
Tetê Moraes, cineasta – RJ
Theresa Cristina Zavaris Tanezini, UFS
Thiago de Ávila e Silva Oliveira, Brasilia
Thiago Douglas Moreira da Silva – Movimento Mudança / Movimento Ação e Identidade Socialista PT
Thiago Melo, mandato do Deputado Estadual Marcelo Freixo PSOL/RJ
Thomaz Ferreira Jensen, economista, São Paulo, SP
União da Juventude Socialista – UJS
Valdencastro Pereira Vilas Boas, CEFET/BA
Valéria Dias de Lima, Intersindical
Valmor Stedile, PDT-Paraná
Vanessa Silva, jornalista
Vânia Dalcin, Portugal, mestranda em educação intercultural
Vanilde dos Santos
Vanisa da Silva, estudante de serviços social, UCS
Vera Lucia Martins Ramos
Vicente Almeida, Presidente SINPAF SS Hortaliças
Victor Neves, músico – Rio de Janeiro
Vinicios de Rezende, UNICAMP
Wagner da Silva Olibeira, APEDEMA – Assembléia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente no estado do Rio de Janeiro
Wallace Moraes, deoutor em Ciência Política
Werley Rodrigues de Carvalho
Willian Clementino da Silva, diretor de Política Agrária da CONTAG
Wilmar Ferraz, Secretário de Cultura do PT/GO
Wilson Cano, economista, UNICAMP
Wolfgang Leo Maar, filósofo, UFSCar
Zilda Ferreira
Mais assinaturas, em www.petitiononline.com/manifmst/petition.html.
17/setembro/2009 12:21
Biondi denunciou os desmandos da privatização quando a “mídia nativa”, como diz o Mino Carta, ainda prestava
O Conversa Afiada reproduz a notícia da preservação do acervo profissional do jornalista Aloysio Biondi:
Arquivo do jornalista Aloysio Biondi será doado a centro de documentação da Unicamp nesta sexta
Material resulta de 44 anos de atividade de um dos mais destacados e combativos profissionais que a imprensa brasileira já teve
Quarenta e quatro anos de jornalismo, traduzidos em passagens por diversas redações, extensas jornadas de trabalho, incansável pesquisa e preocupação permanente com os rumos de nossa nação e as condições de vida da população brasileira. Essa é a substância do arquivo pessoal de Aloysio Biondi, que será doado nesta sexta (18) ao Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulalio (Cedae). A doação faz parte do projeto O Brasil de Aloysio Biondi (www.aloysiobiondi.com.br), idealizado por sua família e por amigos e ex-alunos com o objetivo de manter vivos e de divulgar os ideais de um dos mais respeitados profissionais de imprensa que o país já teve.
O jornalista publicou mais de 2 mil artigos, editoriais, entrevistas e reportagens ao longo de suas quatro décadas de atividade profissional. Grande parte desse conjunto documental foi mantida por ele ou recuperada pelo projeto de memória, e será transferida ao Cedae, órgão vinculado ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O acervo compreende também livros, revistas, recortes de jornal, relatórios, censos e outras fontes de informação consultadas. Muitos itens contêm anotações de Biondi e dão precisas indicações sobre seu método de trabalho.
A cerimônia de doação do acervo ocorrerá às 10h, na sala de defesa de teses, no 2o. piso do bloco VII do Instituto de Estudos da Linguagem. Contará com a presença dos filhos de Aloysio Biondi, Pedro, Antonio e Beatriz; da ex-mulher, Angela Leite – mãe dos seus três filhos e sua companheira por cerca de 20 anos –; do secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt; do reitor da Unicamp, Fernando Costa; do Diretor do IEL, Alcir Pécora; e do coordenador do Cedae, Jefferson Cano.
“A doação para a Unicamp cumpre exemplarmente com o objetivo de tornar público o acervo do jornalista”, avalia Antonio Biondi, coordenador do projeto O Brasil de Aloysio Biondi. “A manutenção do arquivo na universidade consolida a contribuição de Aloysio e de sua obra para a memória e o futuro do jornalismo brasileiro e de nossa sociedade.”
Ao longo de 25 anos, o IEL vem sediando pesquisas nas áreas de linguística e estudos literários. Em 2008, o instituto iniciou o programa de mestrado em divulgação científica e cultural, resultante de uma parceria com o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). O curso, com sua proposta de formar especialistas capazes de abordar sob diversos enfoques o jornalismo de divulgação da ciência, tecnologia, arte e cultura em geral, integra diferentes áreas do conhecimento e reforça a tendência que norteou a criação do IEL: a promoção de uma reflexão crítica sobre todas as manifestações da linguagem. Em consonância com essa expansão da pós-graduação do IEL, o Cedae implementa uma nova diretriz à sua política de acervos, que se abre para a captação e guarda de conjuntos documentais de interesse para a história e a linguagem do jornalismo, de modo a acompanhar e subsidiar o desenvolvimento dessa nova área de pesquisa na Unicamp.
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Aloysio Biondi (1936-2000) é considerado uma referência no jornalismo, sobretudo na área econômica. Sua carreira começou em 1956, na então Folha da Manhã, hoje Folha de S. Paulo. Ele também trabalhou na Gazeta Mercantil, no Jornal do Commercio, no Diário do Comércio e Indústria-DCI, no Correio da Manhã, no Diário da Manhã, no Diário Popular, atual Diário de S.Paulo, e nas revistas Veja, Visão e Fator. Colaborou, ainda, com artigos em diversas publicações alternativas, com destaque para o jornal Opinião, um dos mais importantes espaços de debates durante o regime militar, e as revistas Bundas e Caros Amigos. Biondi ganhou dois Prêmios Esso, em 1967 e 1970. Publicou, em 1999, o livro O Brasil Privatizado – Um Balanço do Desmonte do Estado, pela Editora da Fundação Perseu Abramo. O estudo, que faz um balanço entre o que o governo auferiu e despendeu no processo de desestatização da economia, vendeu mais de 140 mil exemplares.
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O arquivo que será doado ao Cedae exigiu do projeto O Brasil de Aloysio Biondi nove anos de catalogação de material impresso, pesquisas em bibliotecas, visitas a jornais, discussões via e-mail e reuniões. Além do acervo em papel, o trabalho permitiu a postagem de mais de mil artigos e reportagens no site www.aloysiobiondi.com.br. Entre os temas abordados estão soberania nacional e dependência externa, privatizações e o papel do Estado, agricultura, emprego e renda, meio ambiente, direitos do consumidor e ética jornalística. Até o momento, o acervo online abrange a produção de Biondi nas décadas de 60, 70, 80 e 90, incluindo as matérias com que ele venceu o Prêmio Esso. A página, toda em em software livre, traz também depoimentos do jornalista em áudio e vídeo, fotos de momentos marcantes de sua carreira e de sua vida e fac-símiles de alguns de seus principais trabalhos. Estão ali, ainda, testemunhos sobre ele escritos por Washington Novaes, Luis Fernando Verissimo, Emir Sader, Janio de Freitas e Ziraldo, entre outros.
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O projeto de memória de Aloysio Biondi foi iniciado em 2000, ano de sua morte. Trata-se de um projeto coletivo, que reúne mais de 50 pessoas em participação voluntária. São parentes, amigos, ex-alunos e leitores do jornalista. Contabilizando os que ofereceram colaborações mais esporádicas – revisar um texto, por exemplo –, o número de participantes passa de 200. A equipe e os colaboradores também podem ser conhecidos na página da internet.
Clique aqui para ir ao site do projeto
8/julho/2009 9:24
O Michelangelo brasileiro: A globalização é o novo o Renascimento
por Emir Sader, no seu blog em Carta Maior
Que cada um expresse aqui o reconhecimento que FHC pede.
Felizmente para a oposição, FHC não se contêm, não consegue recolher-se ao fim de carreira intelectual e política melancólicos que ele merece. E cada vez que fala, o apoio ao governo e a Lula aumentam.
Agora reaparece para reclamar que não se lhe dá os reconhecimentos que ele julga merecer. Carente de apoio popular, ele vai receber aqui os reconhecimentos que conquistou.
Em primeiro lugar, o reconhecimento das elites dominantes brasileiras por ter usado sua imagem para implementar o neoliberalismo no Brasil. Por ter afirmado que ia “virar a página do getulismo”. Por ter, do alto da sua suposta sapiência, dito a milhões de brasileiros que eles são “inimpregáveis”, que ele assim não governava para eles, que não tinham lugar no país que o tinha elegido e para quem ele governava.
O reconhecimento por ter dito que “A globalização é o novo Renascimento da humanidade”, embasbacado, deslumbrado com o neoliberalismo.
O reconhecimento por ter quebrado o país por três vezes, elevado a taxa de juros a 48%, assinado cartas de intenção com o FMI, que consolidaram a subordinação do Brasil ao capital financeiro internacional.
O reconhecimento dos EUA por ter feito o Brasil ser completado subordinado às políticas de Washington, por ter preparado o caminho para a Alca, para o grande Tratado de Livre Comércio, que queria reduzir o continente a um imenso shopping Center.
O reconhecimento a FHC por ter promovido a mais prolongada recessão que o Brasil enfrentou.
O reconhecimento a FHC por ter desmontado o Estado brasileiro, tanto quanto ele pôde. Privatizou tudo o que pôde. Entregou para os grandes capitais privados a Vale do Rio Doce e outros grandes patrimônios do povo brasileiro. Por isso ele é adorado pelas elites antinacionais, por isso montaram uma fundação para ele exercer seu narcisismo, nos jardins de São Paulo, chiquérrimo, com o dinheiro que puderam ganhar das negociatas propiciadas pelo governo FHC.
FHC será sempre reconhecido pelo povo brasileiro, que tem nele a melhor expressão do anti-Brasil, de tudo o que o povo detesta, ele serve para que se tome consciência clara do que o povo não quer, do que o Brasil não deve ser.
22/junho/2009 16:42
Sader: falaram em guerra. Guerra entre quem ?
O Conversa Afiada reproduz texto sobre Emir Sader publicado no site da Agência Carta Maior:
Para Emir, é preciso analisar a crise atual “sem analogia mecânica” com, por exemplo, a crise capitalista de 1929. “Já chegaram a dizer até que agora vem guerra. Guerra entre quem?”. A seu ver, a crise deve ser entendida nos marcos da trajetória do capitalismo no século 20. Como contrapartida, a crise trouxe novos parâmetros para o debate: “A História voltou a ficar aberta – se é que já chegou a fechar. As alternativas para a esquerda estão mais abertas que antes”, defendeu durante seminário promovido por PT, PC do B, Fundação Maurício Grabois, Fundação Perseu Abramo e Corint.
André Cintra – Vermelho
“É verdade que a hegemonia americana se enfraquece. Mas não aparece no horizonte nenhum país candidato a potência que possa substituir os Estados Unidos”, disse Sader às cerca de 250 pessoas presentes no Hotel Braston, em São Paulo, no seminário promovido por PT, PCdoB, Fundação Maurício Grabois, Fundação Perseu Abramo e Corint.
Como contrapartida, ele afirmou que a crise trouxe novos parâmetros para o debate: “A História voltou a ficar aberta – se é que já chegou a fechar. As alternativas para a esquerda estão mais abertas que antes.”
Emir ponderou que qualquer interpretação da crise deve levar em conta os princípios do marxismo – que “não são dogmas nem axiomas”. Um dos princípios mais relevantes – por refletir um drama atual do marxismo – é a ideia de que “sem teoria revolucionaria não há prática revolucionária”.
“A primeira geração de marxistas – Marx, Engels, Lênin, Gramsci, Rosa Luxemburgo – era de pensadores revolucionários que também eram ativistas revolucionários”, lembra Emir. “Hoje a ruptura provoca a tendência de a intelectualidade girar sobre si mesma e os partidos serem muito pragmáticos.”
Contexto da crise
Para Emir, é preciso analisar a crise atual “sem analogia mecânica” com, por exemplo, a crise capitalista de 1929. “Já chegaram a dizer até que agora vem guerra. Guerra entre quem?”. A seu ver, a crise deve ser entendida nos marcos da trajetória do capitalismo no século 20.
Da Segunda Guerra Mundial até a década de 1970, o sistema viveu um longo ciclo de prosperidade – o “período de ouro”, conforme a definição do historiador anglo-egípcio Erich Hobsbawn. “Houve um grande crescimento industrial até na periferia do capitalismo – no Brasil, no México, na Argentina”, lembra Emir. O ciclo seguinte, no entanto, é de recessão econômica – mas a queda do socialismo fortalece os Estados Unidos.
“Quem ganha reconta a história, narra os fatos – e a vitória ideológica do capitalismo foi de proporções vitais.” O socialismo sai da agenda, perde em atualidade. Países como China e Cuba passam a uma “situação de defensiva histórica”. Além disso, o neoliberalismo fragmentou a sociedade, jogou os trabalhadores no trabalho informal, dificultou a resistência. “A derrota do socialismo serve, afinal, para desqualificar a política.”
A financeirização
Com o anúncio da “vitória da economia liberal”, os novos embates em pauta se davam em temas como “democracia e totalitarismo”, “ocidente versus terrorismo”. Já na economia, “consolida-se a passagem do Estado de bem-estar social para a fase neoliberal, de desregulamentação”. É a fase da financeirização radical – ou, nas palavras de Emir Sader, “um câncer incrustado dentro do capitalismo”.
“Marx dizia que o capitalismo é o sistema que faz crescer as forças produtivas como nenhum outro – seu problema era não distribuir a riqueza. O que ocorre, sob a hegemonia financeira, é a transferência de recursos do setor produtivo para o setor especulativo, que não produz bens nem serviços”, explica Emir. Na América Latina, segundo o professor, a “euforia neoliberal não trouxe vantagens econômicas. As três maiores economias mostraram fragilidade – o México quebrou em 1994, o Brasil em 1999 e a Argentina em 2002 e 2003”.
Para Emir Sader, a atual crise do capitalismo emerge em meio a “um período de relativa estabilidade, com uma única grande potência. Existe uma turbulência prolongada sem resolução previsível, mas qualquer resolução será de alternativas dentro do capitalismo, sem ruptura”.
Daí sua conclusão de que “o capitalismo não termina com a crise – porque ele não cai por si mesmo, tem de ser derrubado –, nem tampouco o neoliberalismo acabou”. Nessas condições, o Estado age tal qual um “médico acionado quando o capitalismo sofre doenças”.
Reflexos
A crise abre cenários distintos nas várias partes do mundo. Barack Obama assume a Casa Branca para enfrentar não só a crise econômica – mas também os impasses de duas guerras abertas e não-resolvidas. Com uma vantagem, brinca Emir: “É praticamente o único país com iniciação política no mundo: ele faz a guerra e também inicia as negociações de paz”. Na geopolítica, o tom do discurso muda – com Cuba e Irã, por exemplo.
Por outro lado, Emir Sader sustenta que “a crise revela a falência da Europa como conglomerado autônomo. Em tese, se era para ter uma moeda alternativa agora, seria o euro”. Mas, ao contrário, as ideias da direita voltam com força no Velho Mundo, e o continente se comporta como um “aliado subordinado dos Estados Unidos”.
Num mundo dominado pelo “monopólio das armas, do dinheiro e das palavras”, há brutais “guerras humanitárias” seguidas de intervenções políticas. É um “braço imperialista renovado na época unipolar”. Por isso, afirma Emir, iniciativas como a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) são importantes.
O “novo tempo” da América Latina possibilitou que a resolução do conflito entre Colômbia e Equador tenha ocorrido “no nosso âmbito”, sem o arbítrio dos Estados Unidos ou da ONU. O continente reage. “É extraordinário ver que o primeiro país a romper formalmente com Israel foi a Bolívia, num gesto de solidariedade baseada em seus próprios princípios.”
Saídas
Para a economia brasileira, a crise é um teste. “Estamos pagando um preço caro”, afirma Emir. Além de queda da demanda externa e, consequentemente, da exportação, houve um refluxo dos créditos. Na opinião do professor, o governo precisa “encampar a luta contra o monopólio da hegemonia neoliberal”, diversificar ainda mais o comércio internacional e aumentar o peso do mercado interno, taxando o capital externo.
“Lula manteve a hegemonia do capital financeiro e a autonomia do Banco Central, ainda que tenha retomado o papel do desenvolvimento. Sem abandonar a conciliação, a aliança de classes, sem deixar de ser parêntesis do modelo internacional, o governo Lula não será alternativa de um novo modelo”, criticou Emir. A seu ver, é preciso resistir ainda à precarização e à alienação do trabalho, voltando também a estimular a sindicalização. “Mesmo o Fórum Social Mundial nunca vai avançar muito se tiver só o tema da cidadania e não tratar do trabalho”.
Sobre a nefasta atuação da mídia na América Latina, Emir Sader opina que há “um único jornal bom” – o diário mexicano La Jornada, que tem oito edições regionais. “O Página 12, da Argentina, é bom, mas é um jornal pequeno.”. O Brasil, por sua vez, padece de um governo que, na área de comunicação, “não fez quase nada – apenas diversificou um pouco a distribuição de publicidade”. A TV Brasil, na sua opinião, “é um fracasso”.
“Teremos as heranças das transformações que o Lula fez e das que ele não fez”, sintetiza Emir. Além de “quebrar a hegemonia do capital financeiro”, o Brasil, “país mais desigual do continente mais desigual”, tem adotar “um modelo de desenvolvimento agrário que prescinda do agronegócio”.
Outra prioridade, segundo Emir, é “construir uma opinião pública alternativa – pela internet, com os blogs, mas também democratizando a comunicação, a TV, o lazer”. A maior dificuldade, diz ele, “é convencer as massas de que nossa utopia é a justiça social”. Seria uma resposta ao “individualismo brutal”, que leva as pessoas a pensarem apenas numa coisa: “O que vai acontecer comigo?”.
Fonte: Fundação Maurício Grabois
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